Patrimônio Cultural e biodiversidade
o papel das erveiras do mercado Ver-o-Peso em Belém do Pará
DOI:
https://doi.org/10.66165/qq3xvm06Palavras-chave:
Erveiras; Ver-o-Peso; Patrimonio; TradicionalResumo
Este artigo tem como objetivo contextualizar o conceito de Patrimônio Biocultural em relação às questões de apropriação indevida das práticas tradicionais. Utiliza como exemplo o caso das erveiras e erveiros do Ver-o-Peso, em Belém do Pará, e a empresa Natura S/A, que se apropriou de práticas tradicionais de manipulação de ervas para a criação de cosméticos, resultando em um embate jurídico. O texto também apresenta contextualizações sobre as legislações, bem como sobre o contexto da Feira do Ver-o-Peso e dos povos que ali atuam, majoritariamente de origem popular, negros e caboclos, cujos saberes são transmitidos entre gerações e exercidos há décadas nesse espaço, ressaltando a importância dessas práticas para a identidade cultural local. Por fim, destaca-se a necessidade de mais estudos sobre a preservação do Patrimônio Biocultural, visando à proteção não apenas das tradições, mas também dos territórios e das práticas que expressam a relação entre biodiversidade e cultura dos povos tradicionais.
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